O transporte escolar em São Félix do Xingu é mais um serviço público que agora anda de ré, mas o dinheiro corre na frente! Em 2025, a Prefeitura resolveu inovar: quanto mais ônibus próprios, mais gasto com terceirização do transporte escolar. Fazendo um levantamento da gestão passada, conclui-se que foram comprados 28 ônibus com recursos próprios sendo que sete veículos foram entregues no final de 2024.
A conta do transporte escolar explodiu para quase R$ 14 milhões. Um aumento de mais de 45%. É o famoso milagre da multiplicação da despesa: onde tinha frota, agora tem fatura para pagar. E tudo isso, com o dinheiro público. E o serviço entregue? Ruim, atrasado e capenga. Aluno indo pra escola como se estivesse num rally, motorista improvisando rota e ônibus quebrando mais que promessa de campanha. Para quem acha que não pode piorar, calma que piora. Onde deveria ter ônibus locados, tem os famosos “paus-de-arara”. Tem alguém ganhado com isso, mas será quem?
Se o transporte escolar de São Félix do Xingu fosse um reality show, o título da série “Quem Quer Ser um Milionário?”, porque parece que todo mundo quer uma fatia desse bolo de quase R$ 14 milhões. Só que, em vez de perguntas difíceis, o desafio aqui é entender como se gasta tanto dinheiro e entrega-se tão pouco.
E quem são os felizardos desse banquete? Temos a Albatroz Serviços, que recebeu mais de R$ 8,6 milhões. Tem também a JR Transportes, que rendeu quase R$ 2,6 milhões e segue o mesmo manual de “como faturar alto sem aparecer muito”. E, claro, não se pode esquecer a empresa M. V dos Santos, em que o dono é muito amigo do prefeito Fabricio Batista (PODE) e da secretária de Educação, Jaqueline Rodrigues, que embolsou mais de R$ 2,4 milhões.
O mais curioso é que, essas empresas não têm nem todos os veículos licitados. Aí entra a famosa “subcontratação”, que na prática é só um jeitinho brasileiro de dizer: “Eu não tenho, mas conheço quem tem! No fim das contas, o transporte escolar de São Félix do Xingu parece mais um clube exclusivo de amigos do Rei, onde o único que sai perdendo é o aluno, que continua andando mais do que deveria — e não por escolha própria.
Se a educação é o futuro do Brasil, em São Félix do Xingu o futuro está pegando carona — e pagando caro por isso.
Muito combustível gasto e zero serviço
Na gestão anterior, o combustível até fazia sentido: máquinas pesadas roncando, caminhões na ativa, ônibus escolares próprios, frota completa e maquinários espalhado pelos distritos. Tinha obras, tinha frente de serviço e tinha estrada sendo feita. Transparência era regra — tanto que nunca houve questionamento do TCM-PA sobre combustível. E detalhe importante: ninguém precisava pedir diesel aos agricultores e produtores rurais para arrumar vicinais, O combustível abastecia veículos da prefeitura, não a paciência do povo.
Já na gestão atual do prefeito Fabrício Batista, o roteiro virou comédia de muito mau gosto. O próprio prefeito diz que não tem máquinas pesadas, passou três meses sem serviço algum, mas em menos de 8 meses conseguiu a proeza de gastar mais de R$ 27 milhões em combustível. Combustível para quem, se não tem o que abastecer? É o famoso combustível fantasma: some no tanque e reaparece só na nota.
A situação ficou tão feia que o TCM-PA notificou a gestão em 17/10/2025 pelos gastos de combustíveis sem justificativa, por meio da Notificação nº 307/2025/4ª Controladoria (Processo nº 1.076001.2025.2.0037). Até agora, silêncio. Sumiram também as promessas da vice-prefeita Cacilda Levino, que jurava fiscalizar o dinheiro público e evaporou junto com o combustível. Enquanto isso, a secretária de Administração, Viviane Cunha, responsável pelo Departamento de Licitações e Contratos, segue no centro do furacão sem explicar como milhões viram fumaça.
O resultado está nas estradas: 27 milhões em diesel, vicinais destruídas, comunidades isoladas e agricultores e produtores rurais doando combustível pra ver se tem estrada pra escoar seu sustento. São Félix do Xingu vive o disparate perfeito: muito óleo, poucas obras— e zero explicação. E assim volta a velha conhecida “doença do óleo”:o povo paga imposto, banca o combustível do prefeito, e ainda paga o diesel da própria estrada.
O Blog do Branco deixa o espaço aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas.
Com informações do TCMPA (Tribunal de Contas dos Municípios) e Diário Oficial (DO).
Imagem: Fato Regional





