Tucano Fake da “República de Ananindeua”

Nos últimos meses, o então prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, se atiçou a tentar desembarcar do MDB, rumo ao PSDB, com a tentativa de dar uma rasteira em seu então aliado e correligionário, o governador Helder Barbalho. Nos bastidores e na surdina da noite, correndo pelos poucos dutos de esgoto que Ananindeua possuí, o citado mandatário se dirigiu a Brasília, levando como tiracolo o seu ex-vice-prefeito, atualmente, deputado estadual, Erick Monteiro, para dar, digamos, um golpe, com objetivo de tentar “tomar na marra” o PSDB do Pará.

Mas para a decepção dos “tucanos fakes”, receberam uma negativa do governador gaúcho Eduardo Leite, atualmente presidente nacional do PSDB, que foi categórico ao afirmar que não irá realizar qualquer tipo de intervenção no ninho tucano paraense.

Além de ter dado viagem em vão e gastado querosene em seu jatinho que foi adquirido, pelo menos, é o que dizem, para fazer a sua pré-campanha ao governo do Pará, em 2026, além de servir para o atendimento de sua esposa a Brasília em um bate e volta entre segunda-feira a quinta-feira, o prefeito e seu fiel escudeiro Erick, voltaram desnorteados e sem saber o que fazer diante de mais uma negativa das inúmeras e obstinadas ações para ter um partido expressivo para chamar de “seu” e peitar os planos de Helder. A única coisa que hoje está sob domínio de Daniel é o partido Solidariedade, uma legenda inexpressiva que se quer alcançou a cláusula de barreira nas ultimas eleições. Então, Daniel Santos acabou indicando o seu “braço direito”, o seu “faz tudo”, que atende pelo nome de Ed. Wilson, para presidir o partido a nível estadual.

A pá de cal sobre a “República de Ananindeua” se deu na última semana, onde em um Encontro em Nova York, durante um evento em que os governadores Helder Barbalho e Eduardo Leite se faziam presentes, o mandatário gaúcho confirmou a parceria com Helder e o apoio aos projetos do governador paraense, selando, portanto, a união com os tucanos do Pará.

Daniel Santos, vendo-se perdido e descoberto, tentou dar o famoso “migué”, dizendo que não sairia do MDB e que seria candidato a reeleição pelo partido. Já o seu ex-vice, Erick Monteiro, segue pianinho na ALEPA. Agora resta saber se a lei da semeadura demorará muito para se cumprir, ou se a colheita vem a galope. A profecia dita pelo finado Milton Taveira relação ao atual prefeito de Ananindeua, parece se concretizar.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Imagem: reprodução Internet. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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