CMP aprova a LOA 2024 com estimativa orçamentária de R$ 2,4 bilhões

No apagar das luzes do expediente legislativo do ano corrente, em sessão extraordinária, a Câmara Municipal de Parauapebas aprovou o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), de autoria do Poder Executivo, que estima a receita e fixa a despesa e Parauapebas para o ano de 2024 em R$ 2.474.213.445,00 (dois bilhões, quatrocentos e setenta e quatro milhões, duzentos e treze mil e quatrocentos e quarenta e cinco reais).

A proposição especifica que a receita municipal ocorrerá mediante a arrecadação de tributos, outras contribuições, transferências correntes, receitas correntes e de transferência de capital. Já a despesa total está classificada em despesas institucionais, segundo sua natureza ou por categoria econômica, por função, por subfunção, por projeto e por atividade, distribuída em orçamento fiscal e da seguridade social.

Dentro do orçamento inclui as despesas correntes que totalizaram R$ 1.943.963.677,00 (um bilhão, novecentos e quarenta e três milhões, novecentos e sessenta e três mil e seiscentos e setenta e sete reais) e despesa de capital que somam quase R$ 519.000.000,00 (quinhentos e dezenove milhões).

De acordo com a proposição, o valor total do orçamento de 2024 será gasto da seguinte forma: R$ 1.092.031.056,00 em despesas com a máquina pública; R$ 851.932.621,00 com despesas de pessoal e encargos sociais; R$ 518.971.778,00 em despesas de capital (investimentos) e o valor de R$ 11.277.990,00 com reserva de contingência. Em termos percentuais significa que o Executivo gastará 44,13% com a máquina pública; 34,43% com pagamento dos servidores; 20,97% com investimentos e 0,47% com reserva de contingência.

Emendas parlamentares

A proposição assegura 3% do valor previsto do orçamento, no montante de R$ 74.226.405,00 (setenta e quatro milhões, duzentos e vinte e seis mil e quatrocentos e cinco reais) para atender a remanejamento do Poder Legislativo por meio de emendas. Os 15 vereadores de Parauapebas apresentaram 240 emendas ao orçamento, sugerindo recursos para que associações, organizações não governamentais, entidades e instituições toquem projetos sociais, além de remanejamento de orçamento de uma secretaria municipal para outra pasta ou autarquia.

Para facilitar o entendimento do leitor do Blog do Branco, abaixo a relação por área das despesas que constam e que estão fixadas na LOA-2023:

  • Legislativo: R$ 65 milhões;
  • Administração: R$ 428,9 milhões;
  • Segurança Pública: R$ 62,3 milhões;
  • Assistência Social: R$ 82,5 milhões;
  • Saúde: R$ 403,9 milhões;
  • Trabalho: R$ 410 mil;
  • Educação: R$ 627 milhões;
  • Cultura: R$ 13,1 milhões;
  • Direito da Cidadania: R$ 5,7 milhões;
  • Urbanismo: R$ 126,5 milhões;
  • Habitação: R$ 56,2 milhões;
  • Saneamento: R$ 181,8 milhões;
  • Gestão Ambiental: R$ 9,3 milhões;
  • Ciência e Tecnologia: R$ 228 mil;
  • Agricultura: R$ 27,6 milhões;
  • Organização Agrária: R$ 29 mil;
  • Comércio e Serviços: R$ 15,4 milhões;
  • Energia: R$ 28,3 milhões;
  • Transporte: R$ 191,7 milhões;
  • Desporto e Lazer: R$ 3,9 milhões;
  • Encargos Especiais: R$ 132,2 milhões;
  • Reserva de Contingência: R$ 11,2 milhões

Os números acima são arredondados, mas que somados darão o total fixado como despesa na LOA: R$ 2.474.213.445,00 (dois bilhões, quatrocentos e setenta e quatro milhões, duzentos e treze mil e quatrocentos e quarenta e cinco reais).

Agora, a demonstração orçamentária seguirá por secretaria municipal e autarquia, com a apresentação dos valores dos fundos municipais de cada área. 

  • Câmara Municipal: R$ 65 milhões;
  • Gabinete do Chefe do Poder Executivo: R$ 68,4 milhões;
  • Vice Gabinete do Executivo: R$ 3 milhões;
  • Secult: R$ 12,6 milhões + Fundo Municipal de Cultura: R$ 450 mil;
  • Seden: R$ 18,1 milhões;
  • PGM: R$ 23 milhões;
  • Semel: R$ 13,6 milhões;
  • Semad: R$ 34,4 milhões;
  • Sefaz: R$ 82 milhões;
  • Semurb: R$ 90 milhões;
  • Semma: R$ 20,5 milhões + Fundo Municipal de Meio Ambiente: R$ 2,8 milhões.
  • Semob: R$ 150 milhões;
  • Sempror: R$ 35 milhões;
  • Semed: R$ 33,4 milhões + Fundo Municipal de Educação: R$ 280 milhões + FUNDEB: R$ 313 milhões;
  • Semsa: R$ 600 mil + Fundo Municipal de Saúde: R$ 403,9 milhões;
  • Semas: R$ 25,3 milhões + Fundo Municipal de Assistência Social: R$ 54,4 milhões – F.D.C.A: R$ 9,8 milhões;
  • Semmu: R$ 8,1 milhões + Fundo Municipal da Mulher: R$ 7,5 milhões;
  • Sehab: R$ 2 milhões + Fundo Municipal de Habitação: R$ 29 milhões;
  • Saaep: R$ 80 milhões;
  • Semmect: R$ 8,4 milhões;
  • CGM: R$ 5,2 milhões;
  • Semsi: R$ 82 milhões;
  • Prosap: R$ 175 milhões;
  • Segov: R$ 196 milhões;
  • CLC: R$ 3,5 milhões;
  • Sejuv: R$ 3,1 milhões + Fundo Municipal de Protagonismo Juvenil: R$ 997 mil.
  • Semtur: R$ 12 milhões;
  • Fundo Especial de Iluminação Pública: R$ 28,4 milhões;
  • Fundo Especial de Promoção dos Direitos Indígenas: R$ 2,2 milhões;
  • Emendas Parlamentares: R$ 74,2 milhões;
  • Reserva de Contingência: R$ 11,2 milhões.

Imagem: reprodução Internet.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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