Deputados alertam sobre prevenção ao suicídio e adoção de políticas públicas de atenção à saúde mental

Os deputados, presididos pelo deputado Chicão (MDB) exploraram em seus pronunciamentos, na sessão desta terça-feira (3), as ações relacionadas à campanha “Setembro Amarelo”, mês dedicado à prevenção do suicídio. A iniciativa teve início no Brasil em 2015, com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar o seu acontecimento e discutir maneiras de prevenção. Além disso, a campanha visa a discussão em torno de políticas públicas que deem conta desses casos.

Para os parlamentares da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o suicídio é um problema de saúde pública que não pode ser visto como tabu. “Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos mais pessoas morrem como resultado de suicídio, mais do que HIV, malária ou câncer de mama – ou guerras e homicídios”, situou a gravidade da questão, o deputado Carlos Bordalo (PT).

“O Setembro Amarelo nos convida a refletir sobre como podemos contribuir para uma sociedade mais solidária, onde o cuidado com a saúde mental seja uma prioridade”, disse a deputada Maria do Carmo, vice-líder do governo na Casa.

Já a deputada Maria considera essencial promover o respeito e a empatia ao tratar desse assunto. “Piadas ou comentários desdenhosos sobre a saúde mental de alguém podem agravar ainda mais o quadro de uma pessoa vulnerável”, considerou. A parlamentar defendeu ainda a necessidade da prevenção dentro das escolas, com o apoio de psicólogos.

O deputado Fábio Freitas (PRTB) avalia que o suicídio é um mal que assola o Pará, o Brasil e o mundo. “Temos que considerar que o assunto é de extrema importância, seriedade e de muita sensibilidade. Para ele, temos que estabelecer programas para acolher essas pessoas que se encontram desamparadas e que por falta de apoio vão ao extremo atentando contra a própria vida”. Freitas lembrou de projeto de sua autoria, sancionado ano passado, determinando a afixação de placas nas escolas públicas e privadas do Estado alertando para o tema da prevenção ao suicídio.

Suicídio preocupam a OMS

“Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, e a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida”, disse Maria.

Já o deputado Bordalo informou que a taxa de entre jovens cresceu 6% por ano no Brasil entre 2011 e 2022, enquanto as taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos de idade evoluíram 29% ao ano no mesmo período. Os números apurados superam os registrados na população em geral, cuja taxa de suicídio apresentou crescimento médio de 3,7% ao ano e de autolesão de 21% ao ano, no período analisado.

“Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades”, avaliou o parlamentar petista. Carlos Bordalo citou ainda estudos da Fiocruz, que já associaram o aumento do número de suicídios ao aumento das desigualdades sociais e da pobreza, e ao crescimento da prevalência de transtornos mentais, que causam um impacto direto nos serviços de saúde.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é uma instituição vinculada ao Ministério da Saúde, portanto, ligada ao governo federal, e que atua na pesquisa e no desenvolvimento científico e tecnológico da saúde brasileira.

Setembro Amarelo

A campanha começou nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como “Mustang Mike”. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte.

No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio.

Ana Paula Sampaio – Assessoria de relacionamento – Alepa

Foto: Ozeas Santos

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

Sem articulação II

Lula tornou-se, pela terceira vez, presidente da República. Todavia, o seu terceiro mandato tende a ser o mais complicado do que, por exemplo, o primeiro.

Em meio ao caos, a futilidade prevalece

O governo do presidente Jair Bolsonaro caminha para fechar o seu primeiro semestre, e o que se viu até aqui é uma gestão que ainda

Canaã: Josemira anuncia “pacotão” de R$ 75 milhões em investimentos

A prefeita Josemira Gadelha (MDB) assinou, na tarde da última quarta-feira (11), cinco ordens de serviço para um pacotão de obras que prevê mais de

#TBT do Blog: Governo Valmir e o jogo dos 12 erros

O ano de 2016 se encerrava com o “apagar das luzes” do governo Valmir Mariano, do PSD, após ter perdido o processo eleitoral daquele ano

Mineração recolhe R$ 25,5 bilhões em impostos e tributos no 1T25

O recolhimento de tributos pelo setor de mineração no Brasil aumentou 7,9% no primeiro trimestre de 2025 (1T25), na comparação com o mesmo trimestre de

Desembarque programado

Crescem os rumores que o atual prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues esteja articulando a sua saída mais à frente do Psol. A situação do mandatário