Disney, caos e o erro político

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Walt Disney World Resort, comumente conhecido como Walt Disney World e informalmente Disney World, é o resort de entretenimento mais visitado em todo o mundo, situado em Bay Lake, Flórida, próxima a cidade de Orlando. Muito procurada por brasileiros mais abastados, um local muito frequentado, por exemplo, pela classe política de nosso país. Foi o destino no último sábado, 13, do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) e sua família. O mesmo fez tudo conforme manda o regimento, decretou a si próprio férias, que foi autorizado pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Todo cidadão, inclusive, um governador, tem direito a um período de descanso.

A questão é que a ausência de Castro gerou uma enorme polêmica, de proporção nacional. Deixou o cargo em meio a um grande temporal que atingiu a capital fluminense e parte de sua região metropolitana, provocando mortes e um verdadeiro caos. A situação foi tão grave que provocou decretação de estado de emergência pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que acionou o governo federal. Isso tudo sem a presença de Castro, que estava brincando pelos parques temáticos do mundo encantado da Disney.

Enquanto esse artigo estava sendo produzido, o governador estava retornando ao Rio de Janeiro, portanto, interrompendo as férias. A pressão sobre foi enorme. Não há dúvida, que a decisão de ter gozado férias em um período considerado impróprio, por conta das fortes chuvas de verão que caem na região, lhe custará um grande estrago político. Vale lembrar que o protagonista desta análise, conseguiu emplacar como vice na chapa vencedora com Witzel, um ex-juiz, que surfou na onda bolsonarista e se tornou governador. Foi impedido 16 meses após ter assumido o cargo de mandatário estadual. Quem assumiu na sequência foi Castro, com clara demonstração que não sabia o que faria. Tornou-se uma marionete do clã Bolsonaro até o final do mandato, se reelegendo com a força bolsonarista.

Em suas aparições públicas, o seu despreparo é o retrato que o posto mais importante da política fluminense caiu no seu “colo” e o mantém no posto por diversos fatores. O mais novo erro de Castro – que deverá afetar sua popularidade – foi ter deixando em segundo plano em troca de passeio a gestão estadual em situação de emergência. Que sirva de lição aos demais políticos.

Imagem: Jovem Pan. 

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