ENTREVISTA: Dr. Daniel Santos – Presidente da Alepa

O Blog do Branco de forma exclusiva entrevistou o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Dr. Daniel Santos. O presidente tratou de diversos assuntos formulados por Henrique Branco e Vicente reis: sua estratégia e futuro político, questões ambientais e o modelo de gestão no parlamento. Confira na íntegra a entrevista

1) (Branco) Pesquisando a sua trajetória pessoal e política, confesso que ela impressiona, sobretudo em relação a sua vida enquanto político. Em 2012, em sua primeira disputa eleitoral, o senhor foi o segundo vereador mais votado em Ananindeua. Em 2016, o mais votado. Em 2018, foi eleito o deputado estadual mais votado com 113 mil votos. Hoje preside a Alepa. Podemos dizer que esse maranhense de nascimento e paraense de coração é o mais novo fenômeno da política do Pará?

R: Bom, sempre digo que voto é uma questão de trabalho. Não me considero um fenômeno. Eu sempre acho que tudo é fruto de trabalho árduo, e tudo que alcancei foi dessa maneira… Trabalhando, estando perto da população e veio o reconhecimento garantido.

2) (Branco) Guardadas as devidas proporções, o senhor já foi presidente da Câmara de Vereadores de Ananindeua, e lá, a sua gestão focou muito na questão da transparência das ações. Essa questão será novamente o foco de sua gestão na presidência da Alepa?

R: Sim, com certeza. Em Ananindeua eu consegui fazer com que a nossa Câmara tivesse nos meus dois anos de presidência, dois selos: um 100% de transparência junto aos órgãos reguladores, e pretendo conduzir a Casa da mesma forma. Guardado as suas dimensões, mas com certeza com muita transparência.

3) (Branco) O Blog abordou em diversos textos as estratégias políticas que o fizeram chegar ao cargo máximo do parlamento estadual. Hoje o Blog entrevista o futuro pré-candidato a Prefeitura de Ananindeua?

R: Bom, hoje o Blog entrevista o deputado estadual, o presidente da Assembleia, e hoje eu estou focado nisso. Não digo nem que sim e nem que não. Hoje o projeto é administrar a Assembleia Legislativa.

4) (Branco) Em uma postagem do Blog feita no dia 14 de janeiro deste ano, data inclusive da sua expulsão formal do PSDB… O senhor ainda continua sem partido. Isso não o incomoda? O caminho de sua futura filiação será o mesmo o MDB?

R: Quanto à questão partidária isso não me incomoda. Nós vivemos nesta última eleição um processo singular, que mostrou que a população cada vez mais vai se antenar nas pessoas e não em partidos; tanto é que vimos um presidente ser eleito pelo PSL, um partido até então sem expressão nacional. Então, quanto a estar sem partido isso não me incomoda. Em relação à minha filiação, ainda estou averiguando, vendo os melhores cenários, vendo qual partido… Ainda não está definida essa questão.

5) (Vicente) Deputado, o senhor quando se elegeu presidente do parlamento, enfatizou três compromissos:

– Melhorar a imagem e Comunicação da Casa;

– Pregar e manter a harmonia entre os Poderes;

– Questões ambientais.

Pergunta: Qual a sua estratégia para integrar o Estado ao seu projeto de comunicação institucional da Casa? O senhor pensa firmar parcerias nas diversas microrregiões que compõem o Estado?

R: Sim, com certeza. Hoje, a pessoa pode não ler um jornal, mas todo mundo tem um celular com WhatsApp, Instagram, Facebook. Então hoje para integrar é preciso se investir muito em mídias sociais. Só para citar um exemplo, semana passada em Marabá, nós fizemos a primeira sessão especial transmitida ao vivo, com uma ótima visualização pelo portal. Então eu pretendo investir muito nessa parte de Comunicação; fazer com que as pessoas possam saber o que o deputado estadual faz, para que a gente possa de alguma forma, estar próximo da população.

6) (Vicente) Na pauta ambiental, uma prioridade definida pelo senhor, que afirmou que não é mais aceitável que empresas continuem extraindo nossas riquezas sem responsabilidade ambiental e social; o que o senhor pensar em fazer exatamente nesse campo?

R: Eu tenho dito que aquelas empresas que mais cobram o nosso desenvolvimento sustentável, talvez sejam as empresas que menos responsabilidade tem com o desenvolvimento sustentável. Então nós criamos uma Comissão que está avaliando essa questão, a exemplo da problemática das barragens. E cada vez mais eu pretendo que a Alepa e nós deputados possamos ter essa visão, brigar para que essas empresas que exploram e levam as nossas riquezas, tenham essa preocupação ambiental. E claro, de alguma forma também criar um ambiente propício para a geração de emprego e renda no Estado. Mas queremos sim que as empresas explorem os nossos recursos de maneira viável, tanto economicamente para elas, mas viável ambientalmente também para o Estado.

7) (Vicente) Uma das pautas mais urgentes das regiões sul e sudeste diz respeito à exploração minerária pelas pequenas mineradoras onde a VALE não atua. Isso, por exemplo, geraria muitos empregos e renda, o que é bom para os nossos municípios e para o Estado como um todo, que ganha com isso também. Como o senhor vê essa questão?

R: Não vejo nenhum mal das pequenas mineradoras estarem explorando, agora claro, essas pequenas mineradoras têm que ter responsabilidade, precisam ser fiscalizadas para que elas possam gerar emprego e renda, mas que também possam contribuir para a questão ambiental, possam dar condições dignas aos seus funcionários. Então basta a gente unir uma coisa à outra, com fiscalização e licença para que elas funcionem adequadamente.

8) (Branco) Na Alepa há dezenas de projetos que visam a criação de novos municípios. Como o senhor se posiciona sobre essa questão?

R: Com relação a alguns municípios, eu sou a favor. Com relação a outros, eu acho que criar municípios que sejam inviáveis economicamente, não funciona. Agora, digamos que alguns casos têm que ser vistos com carinho, e em alguns municípios eu defendo a criação.

9) (Branco) Para finalizar, o que a sociedade paraense pode esperar da gestão do Dr. Daniel como presidente do Poder Legislativo?

R:A sociedade paraense pode ter certeza que nós vamos fazer uma gestão próxima das pessoas, uma gestão com transparência e investindo para que a Alepa possa chegar a cada município, e também sempre fazendo uma coisa que nós estamos fazendo bastante nas nossas sessões especiais quando temos indo ao interior: “nós temos que ouvir”. Acho que mais importante do que a sociedade escutar o deputado falar, é o deputado parar um pouquinho o seu tempo e escutar o que a sociedade espera de nós.

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