Keynesianismo Parauapebense

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O chamado Keynesianismo é um conjunto das teorias e medidas propostas pelo economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) e seus seguidores, que defendiam, dentro dos parâmetros do mercado livre capitalista, a necessidade de uma forte intervenção econômica do Estado com o objetivo principal de garantir o pleno emprego e manter o controle da inflação. Para isso, os governos deveriam intervir fortemente na economia, sobretudo promovendo muitas obras.

Guardadas as devidas proporções, tendo como base o atual cenário que estamos vivendo há quase um ano em Parauapebas, podemos dizer que vem ocorrendo um Keynesianismo na capital do minério. A base de tal comparação, está no volume de obras de infraestrutura geradas pela Prefeitura que absorvem muita mão de obra. Segundo dados do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Parauapebas liderou o ranking de geração de postos de trabalho entre os meses de janeiro a julho deste ano. No balanço semestral do órgão, foram mais de 4 mil oportunidades registradas (formais) no referido período.

Além do alto índice de geração de empregos formais, outra questão, e esta ligada diretamente ao bom desempenho do mercado de trabalho local, é o grande volume de obras de infraestrutura na cidade, como maior exemplo podemos citar o Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap), uma das maiores obras de saneamento básico que estão em execução do Brasil.

Há ao mesmo tempo também, muitas outras obras estruturantes promovidas pela prefeitura no município, como o novo sistema rodoviário que substitui o antigo viaduto que era a “porta de entrada” da cidade; amplo programa de asfaltamento de vias, praças, calçamentos, etc. Tudo isso demanda de grande volume de “braços”. Isso explica a liderança nacional no ranking do Caged.

É perceptível que o citado município vive hoje grande momento econômico, retomando aos anos de pujança. Independente de posições ideológica e política, em também por conta do período de pré-campanha eleitoral, o próspero cenário atual é algo inegável. Ele se consolidou por diversos fatores, mas o principal é a intervenção da prefeitura de Parauapebas. Darci Lermen está nos fazendo reviver John Keynes e sua teoria econômica. Aos que desconsideram o Estado (governos em diferentes esferas), o Keynesianismo parauapebense é um exemplo de como reativar a economia através do Poder Público.

2 COMENTÁRIOS

  1. Belo texto amigo, uma coisa me intriga muito na obra de entrada da cidade: nunca vi em cidade alguma deste país ainda, uma engenharia de substituir um viaduto por um cruzamento num ponto tão movimentado. Eu quando vi a obra achei que iriam destruir o viaduto e substituí-lo por um duplo com uma arquitetura moderna e surpreendente. Mas aqui é o Pebinha de açúcar onde os interesses econômicos reinam mais do que a eficiência de mobilidade urbana.

  2. Precisamos fazer uma análise mais atenta destes dados, caro blogueiro. Nos últimos meses tivemos uma elevada contratação de mão de obra para projetos de mineração, a saber, o projeto Salobo. Melhor vc analisar profundamente ate q ponto se trata de medidas keynesianas apontando uma estratificação dos números….solicite estes dados a PMP e analise melhor….

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