O governo vê, por ora, mais danos políticos do que jurídicos com desfile da Acadêmicos de Niterói que teve por tema a vida do presidente Lula (PT).
A leitura de interlocutores do presidente é de que a ala “Neoconservadores em conserva”, que ironizava setores da sociedade, como grupos evangélicos, pode afastar um segmento que o PT tenta desde sempre se aproximar, sem sucesso. Um aliado de Lula relatou à CNN Brasil, por exemplo, que recebeu uma ligação de uma liderança evangélica que era próxima ao bolsonarismo e se converteu ao lulismo reclamando desta ala.
Do ponto de vista jurídico, a leitura também foi negativa. A percepção é de que o Tribunal Superior Eleitoral de 2026, sob o comando a partir de junho de Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, será completamente diferente do de 2022, comandado por Alexandre de Moraes.
E que a depender da matéria, poderá haver situações de placar próximo à derrota, como um 4 x 3. Uma multa neste caso do desfile é vista por aliados de Lula como certa, mas não há a percepção de que o caso irá evoluir para uma impugnação da candidatura.
Por Caio Junqueira (CNN Brasil)
Imagem: Ricardo Stuckert





