Eleições 2022: Lulistas abrem ligeira vantagem sobre bolsonaristas na corrida ao Senado

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A disputa entre apoiadores dos dois principais candidatos à Presidência também é acirrada na corrida ao Senado. Levantamento feito pelo Congresso em Foco com base nas últimas pesquisas do Ipec aponta ligeira vantagem entre candidatos aliados ao ex-presidente Lula (PT) na comparação com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). No momento, 13 postulantes ao Senado afinados com o petista lideram as pesquisas – ou estão empatados tecnicamente com o detentor do maior percentual de intenção de votos. A mesma situação ocorre com 11 candidaturas alinhadas ao atual presidente da República.

Como a pesquisa levou em conta quem aparece em primeiro lugar ou empatado tecnicamente na liderança, alguns estados se repetem por haver disputa entre aliados de Lula e Bolsonaro. Bolsonaristas encabeçam as pesquisas nos seguintes estados: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Sergipe.

Seja também na liderança, seja em empate técnico na primeira colocação, os lulistas despontam em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Em alguns estados, como Amapá, Goiás, Santa Catarina e Paraná, os líderes não se associam nem a Lula nem a Bolsonaro. O PT e o PL, dos dois principais candidatos, têm seis nomes na dianteira das pesquisas para o Senado (ou empatados tecnicamente na primeira colocação). Perdem apenas para o PSD, que ficou neutro na disputa presidencial, com sete favoritos .

Favoritos 

Estão no palanque de Lula para o Senado os quatro candidatos com maior vantagem sobre seus opositores: Camilo Santana (PT-CE), com 71% das intenções de votos; Renan Filho (MDB-AL), com 56%; Flávio Dino (PCdoB-MA), com 50%, e Wellington Dias (PT-PI), com 49%. Apenas uma grande reviravolta poderá tirar o mandato deles.

Do lado bolsonarista, a situação mais confortável é a dos senadores Wellington Fagundes (PL-MT) e Romário (PL-RJ) e a da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS), que lideram com folga as pesquisas em seus estados.

Em apuros

Importantes nomes do bolsonarismo, como os ex-ministros Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF) e o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), não decolaram nas pesquisas para o Senado até o momento. Marinho está dez pontos percentuais atrás do pedetista Carlos Eduardo, que, apesar de ser do partido de Ciro Gomes, faz parte da coligação da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).

Candidata da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ao Senado, Damares está 15 pontos atrás da ex-ministra Flávia Arruda (PL), candidata do partido do presidente. Mourão aparece na terceira colocação, em empate técnico com Ana Amélia (PSD), que, por sua vez, está empatada tecnicamente com Olívio Dutra (PT) no Rio Grande do Sul.

O cenário ainda pode mudar até o dia 2 de outubro, quando mais de 156 milhões de brasileiros poderão ir às urnas para as eleições gerais. Dos 21 senadores em final de mandato, 12 concorrem à reeleição. Desses, três enfrentam sérias dificuldades para se reeleger: Roberto Rocha (PTB-MA) e Telmário Mota (Pros-RR), ambos aliados de Bolsonaro, e Dário Berger (PSB), apoiado por Lula, aparecem distantes do líder das pesquisas em seus estados.

Situação também desconfortável vivem dois ex-ministros que romperam e viraram adversários de Bolsonaro: os ex-pré-candidatos à Presidência Sergio Moro (PR) e Luiz Henrique Mandetta (MS), ambos do União Brasil. De acordo com a última pesquisa do Ipec, Mandetta é apenas o terceiro colocado em Mato Grosso do Sul, atrás de Tereza Cristina e do Juiz Odilon (PSD), enquanto Moro patina atrás de seu padrinho político, o senador Alvaro Dias (Podemos), no Paraná.

Eles querem voltar

A eleição pode trazer ao Senado velhas caras conhecidas: 11 ex-senadores estão na liderança ou empatados tecnicamente com o primeiro colocado. São eles: Arthur Virgílio (PSDB-AM), Magno Malta (PL-ES), Marconi Perillo (PSDB-GO), Mário Couto (PL-PA), Flexa Ribeiro (PP-PA), Wellington Dias (PT-PI), Ana Amélia (PSD-RS), Expedito Jr. (PSD-RO), Eduardo Amorim (PL-SE), Raimundo Colombo (PSD-SC) e Romero Jucá (MDB-RR).

Ex-líder dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, Jucá protagoniza a mais acirrada disputa na corrida ao Senado. No último levantamento do Ipec, o emedebista aparece empatado com o deputado bolsonarista Dr. Hiran (PP-RR), com 26%. No Espírito Santo o empate se dá entre Magno Malta (PL), aliado de primeira hora de Bolsonaro, e Rose de Freitas (MDB-ES), candidata à reeleição com o apoio do PT.

Mulheres na disputa ao Senado

No Tocantins, a disputa para o Senado está concentrada em duas mulheres: a deputada Professora Dorinha (União Brasil), com 19%, disputa voto a voto com a senadora Kátia Abreu (PP), com 18%.

Como a margem de erro é de três pontos percentuais, elas estão empatadas tecnicamente. Além do Tocantins e do Distrito Federal, onde as disputas se dão entre duas candidatas, também há mulheres na liderança em Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Pernambuco, Rondônia e Rio Grande do Sul.

Em Rondônia, a deputada Mariana Carvalho (Republicanos) lidera  a corrida ao Senado com 20% das intenções de voto e está empatada tecnicamente com o ex-senador Expedito Jr. e a deputada Jaqueline Cassol (PP).

Partidos

Veja em que estado cada partido lidera – ou está empatado tecnicamente na primeira colocação:

PSD – 7 (Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina)
PT – 
6 (Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Pará)
PL – 
6 (Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro e Sergipe)
PP –
 5 (Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Roraima e Pará)
PSB –
 3 (Maranhão, São Paulo e Sergipe)
PSDB – 3 (Amazonas, Goiás e Pernambuco)
União Brasil – 3 (Acre, Amapá e Tocantins)
Podemos
 – 2 (Paraná e Sergipe)
PDT – 1 (Rio Grande do Norte)
Republicanos – 1 (Rondônia).

Imagem: reprodução Internet. 

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