Lambança Tucana

O PSDB definiu – diferente de disputas eleitorais anteriores – o seu candidato à Presidência da República via eleições internas, chamadas de prévias, em que os filiados da citada legenda, através do voto, define o nome que será apresentado ao eleitorado para concorrer ao cargo político máximo do país.

Três nomes se apresentaram: os governadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul, João Dória e Eduardo Leite, respectivamente e Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus. Desde o início, Leite e Dória protagonizaram o processo que antecedeu ao dia da votação. Ambos rodaram o Brasil, visitando dos diretórios estaduais e pedindo votos. O levantamento do PSDB nos dias finais de campanha, apontou que o mandatário paulista tinha leve vantagem sobre o gaúcho, mas como o processo foi dividido em segmentos que tinham pesos diferentes, conforme tratado aqui no Blog do Branco (Leia Aqui), não se poderia afirmar um vencedor.

Tudo ficou para ser definido no último domingo (21), data da votação. Todavia, problema técnico no aplicativo criado para fazer o recebimento e apuração dos votos on line  o fizeram deixar de funcionar. No plano presencial, diversas confusões, trocas de acusações. Relatos de militantes que foram impedidos de votar porque diretórios estaduais, como no caso do Pará, estavam fechados. A Executiva nacional da legenda decidiu interromper o processo de prévias, sem a definição de data de retorno. Portanto, tudo está indefinido e o PSDB – por mais que tente não demonstrar o racha interno – está dividido e independente de quem seja o indicado, o partido não estará unido.

O que esperar de uma legenda que nem consegue escolher internamente um nome? Conforme dito em outros artigos, o PSDB vem enfrentando uma crise político-eleitoral que não é de hoje. O quarto lugar na disputa presidencial de 2018, reforçado pelo  baixo desempenho nas eleições municipais de 2020, mostraram o que a legenda se tornou hoje. Um exemplo desta desidratação é o PSDB paraense, conforme tratado em diversas análises neste veículo. Por aqui, espera-se o vencedor das prévias, que a depender de quem seja, poderá ou não mudar os rumos do partido que, até o momento, segue na direção do apoio à reeleição do governador Helder barbalho (MDB).

Entre os analistas de política há um consenso: o escolhido pelo PSDB (sabe-se lá quando e agora como?) é o candidato para perder na próxima eleição presidencial. Os tucanos seguem na esperança de serem os representantes do que vem se chamando “terceira via”, alternativa aos que não querem nem Lula (PT) e nem Jair Bolsonaro (sem partido). Os tucanos deverão ter um desempenho igual ou até pior do que tiveram na disputa pelo Palácio do Planalto, em 2018.

Câncer Tucano

Outro fato relevante dentro do ninho tucano e que influenciou diretamente a queda eleitoral do partido nos últimos anos foi o ex-governador mineiro, Aécio Neves. Enquanto o PSDB não expulsá-lo, a legenda só afundará. Foi Neves que arrastou os tucanos para a Lava Jato, destruiu a imagem do partido e agora está tumultuando as prévias. Além disso, tornou-se um bolsonarista de ocasião.

Por fim, nem os três candidatos que disputam as prévias se entendem sobre o que fazer agora. Assim a lambança tucana é exposta ao Brasil. Um partido que antes era um dos maiores do país, hoje luta para não virar uma legenda nanica, que desidrata a cada eleição. A ver.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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