Projeto Porto Futuro: a “bala de prata” de Helder Barbalho em Belém

Ontem (14), foi dado início a construção do projeto “Belém Porto Futuro”, que irá revitalizar toda a área portuária da capital do Pará. A ordem de serviço para o início dos trabalhos de revitalização da região retro portuária, na capital paraense, foi assinada pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Os investimentos do Ministério nesta fase inicial somam R$ 31,5 milhões e vão garantir a construção de um parque urbano com serviços de entretenimento, cultura e lazer. O projeto inclui ainda outras obras de urbanização como estacionamentos, a recuperação da Praça General Magalhães e a construção da Praça do Futuro. O projeto tem como meta ser entregue até o fim de janeiro do próximo ano.

Conforme abordado pelo blog (ocasião do lançamento do projeto, em janeiro de 2017), o empreendimento será de suma importância para as pretensões políticas-eleitorais do ministro Helder Barbalho em Belém. É sabido que a capital do Pará na eleição de 2014 ao governo do Estado, decidiu mais uma vez a eleição, assim como em pleitos anteriores. A campanha ao governo do Pará, em 2014, mostrou claramente o alto índice de rejeição que o ministro paraense possui na região. A resistência ao seu nome e projeto político custou-lhe o Palácio dos Despachos. Os números finais do processo eleitoral, divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmaram a lógica, e o que os estrategistas e marqueteiros políticos sabiam: a RMB decidiria a disputa, neste caso, desfavoravelmente ao Barbalho.

Pensando nisso, Helder sabe que terá que drenar investimentos de sua pomposa pasta para Belém e seus municípios vizinhos. Sua maior estratégia eleitoral será a de diminuir a sua rejeição na região mais densamente povoada do território paraense. Ele sabe que as regiões sul, sudeste e oeste do Pará lhe são favoráveis eleitoralmente (levando em consideração o resultado das urnas em 2014, e que deverá se repetir), portanto, se quiser ser o próximo mandatário da política paraense, terá que diminuir o peso político-eleitoral de Belém desfavorável a ele.

O ministro da Integração Nacional terá pouco tempo de intensa agenda de investimentos em solo paraense, antes que se desincompatibilize em abril, no prazo máximo dado pela Justiça Eleitoral. Belém e suas redondezas estão na mira de Helder. Em janeiro do ano corrente foi assinado a Ordem de Serviço do projeto, ontem (14), iniciaram as obras (antes do prazo planejado pelo próprio Governo Federal, que era em abril). 

Portanto, em termo de importância, o projeto “Belém Porto Futuro” se configura como a “bala de prata” de Helder Barbalho no maior colégio eleitoral paraense. Será que a obra conseguirá atender a maior estratégia do ministro para a região: a diminuição do seu alto índice de rejeição?

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

Mineradora Vale divulga resultados financeiros do 2º trimestre (2T23)

No último dia 27, a mineradora Vale tornou público o seu balanço contábil referente ao segundo trimestre do ano corrente. O desempenho no geral foi

Rapidinhas do Branco – LXXVIII

Euforia A segunda pesquisa registrada da Doxa em Ananindeua, causou euforia aos apoiadores do prefeito Daniel Santos (PSB) em relação ao alto nível de intenção

Rapidinhas do Branco – CVI

Diplomação Ontem, 16, no plenário central da Câmara Municipal de Parauapebas, ocorreu a diplomação dos 17 vereadores eleitos, do prefeito e do vice-prefeito. A solenidade

Análise: Objetivo final de Israel é o fim do regime dos aiatolás no Irã

O Irã intensificou seus ataques contra Israel utilizando mísseis balísticos em uma ofensiva mais contundente do que a ocorrida em 2024. Segundo análise de Lourival

O vice de Bolsonaro

O processo eleitoral se aproxima e com ele a pressão pela definição de quem será o candidato a vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,6 bilhões disponíveis

Ter dinheiro no bolso é o sonho de muita gente, além de um dinheiro extra no mês ser sempre bem-vindo. Os brasileiros ainda não sacaram