OPORTUNISMO
Antes se faltava água em diversos pontos da cidade e não havia nenhum vereador da base do Governo Ramos preocupado com a situação. Todavia, agora que o sistema de abastecimento e saneamento passou para o controle da empresa Águas do Pará, que, de repente, alguns vereadores começaram a “fiscalizar” a falta de água em diversos bairros. O que estaria por trás desse “interesse” repentino? Ou estão seguindo apenas a ordem do chefe?
APOIO CUSTOSO
O início dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Parauapebas, deverá confirmar algo esperado: o aumento da desmoralização dos vereadores da base governista. Não, por acaso, alguns fazem defesa tímida buscando passar despercebidos pela percepção popular. Outros defendem e promovem “fiscalizações” para mostrarem “independência”. A questão que está a cada dia mais difícil o disfarce.
AUTONOMIA LEGISLATIVA
Depois de ter servido um ano aos interesses do prefeito Aurélio Ramos, com aprovações e autorizações de projetos polêmicos, o presidente da Câmara Municipal, Anderson Moratório, começará os trabalhos defendendo um parlamento independente. O discurso está pronto: “O que for do interesse da população será apoiado pela Casa, o que for contra, não terá vez”.
RECALCULANDO APOIO
Os vereadores da base governista reclamaram da forma como estão sendo “tratados” (se é que me entendem) na atual gestão, bem diferente do governo passado, em que a “atenção” era maior e melhor. Pois bem, neste cenário de ruptura política entre os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo, tem vereador da base refazendo os cálculos do apoio. A conta, pelo visto, subiu.
SEM MORAL
O vereador “saco de pancada” que fez um primeiro ano pífio, sem reconhecimento de sua atuação legislativa, se resumindo em apenas espalhar outdoors pela cidade, que serviu apenas para o mesmo ser chacota. Um ano depois, o “líder morreu antes mesmo de nascer”. Nesse ano terá que mostrar muito empenho junto à sua madrinha política, que anda meio indiferente com o rapaz, que não cansa de errar.
SEM PULSO
Pelo visto, o prefeito Aurélio Ramos confirma na prática o que os mais próximos sabem: só é “garganta” em público para manter o personagem que insiste em interpretar. Seu governo vive um momento delicado, com baixa popularidade, todavia, o mandatário insiste em manter no primeiro escalão nomes que, claramente, mostram-se incapazes de promover melhor gestão. Que o diga Roginaldo Rocha, à frente da Secretaria de Obras (Semob), que vem contribuindo com muita competência para que o seu chefe continue caindo em total descrédito. A oposição agradece.
SEM MORAL
Em Parauapebas tem secretário por aí que não manda nem na própria secretaria. vive sendo “vigiado 24 horas” e quer mandar em órgãos estaduais onde sua competência não cabe. E, pasmem, se não fosse um senador por aí, ele já estaria fora da cadeira há tempos, já que o mesmo em Parauapebas não tem moral dentre os grupos políticos da capital do minério. O mesmo será testado agora em 2026. Bateu o pé e disse que será candidato com ou sem apoio do prefeito Aurélio Ramos. A conferir.
QUOCIENTE FAVORÁVEL
Os que acham absurdo a estratégia de lançar o ex-secretário de Saúde, Dr. Marcos Vinicius, ao parlamento estadual, precisam olhar o cenário e fazer cálculos. Se o citado for lançado pelo PL e, por exemplo, o deputado estadual Rogério Barra for um dos mais votados (algo esperado), Dr. Vinicius poderá se eleger. Quem duvida é só pesquisar os números finais da eleição de 2022.
FEDERAL DA MÁQUINA
Se no plano estadual nada está definido, com vários nomes disputando o apoio do prefeito Aurélio Ramos, no campo federal, a disputa parece decidida a favor do deputado federal Joaquim Passarinho. O mandatário deixa claro a preferência pelo parlamentar que já destinou R$ 10 milhões em emendas à capital do minério. A questão é saber aonde estão sendo aplicados esses recursos.
MARABÁ I
Após o prefeito de Marabá, Toni Cunha, partir com diversos ataques pessoais ao deputado estadual Chamonzinho, o mesmo resolveu responder no mesmo tom, postando vídeo em suas redes sociais, em que se manifesta sobre a grave acusação feita pelo gestor marabaense, afirmando que o referido parlamentar tem influência sobre a promotora Aline Tavares Moreira, sem provas, como sempre. Em seu pronunciamento, Chamon deixou claro em alto e bom som: “Não venha me acusar dos problemas de Marabá. Quem tem compromisso e quem tem que resolver é prefeito, então vai cuidar da sua vida, porque eu estou cuidando da minha como deputado estadual ajudando os marabaenses”.
MARABÁ II
Toni Cunha deverá lançar à sua esposa a deputada estadual pela máquina, visando fazer dobradinha com o deputado federal Delegado Caveira (PL). Deixa claro que o acordo firmado com o vereador Fernando Henrique é coisa do passado. Com a decisão, Cunha se isola ainda mais internamente. A briga em Marabá será interessante de se acompanhar, afinal são dois pesos e duas medidas. Vamos ver quem sairá vitorioso dessa guerra de “narrativas”.





