Respiro de Edmilson e os “tentáculos” de Daniel

Faltando um ano para o próximo processo eleitoral, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (ainda no Psol) vem falando pelos quatro cantos da capital paraense as “boas novas”. O termo é como o mandatário vem se referindo – segundo ele – a uma guinada que sua gestão dará nos próximos meses. Afirmou isso em um podcast há poucos dias e, no último sábado, reafirmou a mesma narrativa digamos, desenvolvimentista, que Belém sofrerá de agora em diante, como em um passe de mágica.

Pois bem, tirando a empolgação de Edmilson, muito conhecido por seus adversários como “Ed Potoca”, de tanto prometer e não cumprir, todavia, o citado anunciou um audacioso Plano de Investimento de R$ 2 bilhões, entre 2023/2024, para obras estruturais, que mudarão a vida da população da capital paraense nas áreas de mobilidade, saneamento e saúde, especialmente em áreas periféricas.

O plano foi apresentado durante o Fórum de Participação Cidadã, realizado em um hotel no sábado (28). Participaram do encontro, além do prefeito, 232 conselheiros da cidade, lideranças de movimentos sociais e secretários municipais.

Segundo matéria postada no site “Agência Belém”, responsável pela divulgação das escassas ações da prefeitura de Belém, há gama de ações de obras e serviços, por exemplo: o Parque Urbano Igarapé São Joaquim; duplicação e urbanização da avenida Bernardo Sayão; implantação do BRS (Bus Rapid Service) na Av. Júlio César; reforma do Complexo do Ver-o-Peso; urbanização e requalificação do Complexo do Mercado de São Braz e a macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf), que fazem parte de um pacote de obras para a COP-30.

Outras obras também foram apresentadas , como o Boulevard da Gastronomia, Palácio Antônio Lemos, nova Senador Lemos. Todos os recursos já estão garantidos, com investimentos da própria Prefeitura de Belém, do Governo Federal e por meio de convênios com o Governo do Estado.

Tentáculos de Daniel

Sem esconder de ninguém, o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (ainda no MDB), quer ser o próximo governador do Pará, mesmo sem o aval de Helder Barbalho (MDB). Para isso, tentará aumentar nas eleições municipais do próximo ano sua influência política, estendendo os seus tentáculos, que antes eram chamados de “República de Ananindeua”. Um deles está sendo dirigido em direção ao município de Capitão Poço, nordeste do Pará, reduto em que o seu ex-vice-prefeito e atual deputado estadual Erick Monteiro tentará se eleger prefeito, em uma das disputas mais acirradas em solo paraense no próximo ano.

O outro tentáculo poderá ser dirigido à capital paraense, representado por sua esposa, a deputada federal Alessandra Haber (ainda no MDB). Sinais foram emitidos pelo gestor do município vizinho a capital. Haber vem aparecendo bastante pelas ruas de Belém, através de outdoors que foram espalhados de forma estratégica pela cidade. O fato chamou atenção. Haber concentrou sua publicidade mais em uma municipalidade do que em seu próprio reduto eleitoral.

Na semana passada, outro sinal emitido por Daniel via Haber em direção a Belém: severa crítica da referida deputada ao sistema de saúde público municipal. Ela está certa. A atual gestão produz um resultado ruim na área. Todavia, tem método o vídeo gravado pela primeira-dama de Ananindeua, que inclui o acionamento do Ministério Público Federal, para investigar qual destino ou como foi usado o repasse de R$ 150 milhões do Governo Federal para a Prefeitura de Belém.

Sobre a também criticada gestão de saúde pública municipal em Ananindeua, nenhum “pio” né deputada Alessandra Haber?

Daniel vem esticando os seus tentáculos em diversas direções, enviando com isso recados. Não aceita seguir a cartilha dos Barbalho. Quer a todo custo sentar na cadeira de Helder. Como se diz em Parauapebas em relação a um colega de bancada de Haber: faltou combinar com os russos…

Imagem: fotomontagem. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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