Soberba, o grande perigo que ronda os políticos

Embora seja um pecado capital, a arrogância está sempre entre nós. E surge sorrateiramente, quando menos esperamos. Há pessoas que são arrogantes por natureza ou outras que se comportam assim depois de fazer sucesso. Mas a maioria das pessoas está em uma outra categoria – a do arrogante casual. Todos nós temos algum mecanismo particular que faz surgir essa característica. E, quando alguém aperta esse botão invisível, acabamos nos comportando com convencimento exagerado. Normalmente, nos arrependemos imediatamente quando isso ocorre. Mas o grande desafio é conseguir reprimir esse comportamento antes que ele ocorra.

Há quem, no entanto, goste da arrogância e a cultive. Que crie o hábito de humilhar publicamente seus aliados. Que se utiliza de sua boa popularidade e elevada avaliação para, digamos, ser o dono do tabuleiro, não aceitando nenhuma decisão que contrarie seus interesses ou de sua família.

Ter se tornado o dono do tabuleiro político é, sem dúvida, um mérito. Mostra habilidade. Governar sem oposição, com uma ampla base de apoio é uma façanha. Todavia, quanto mais se cresce, mais se precisa reforçar os alicerces para que a estrutura não venha a desabar. Esse é o bê-á-bá da política que, inclusive, foi aprendido em casa, por osmose, acompanhando as gerações anteriores.

A história política nos mostra que um dos maiores erros de um político (independente da projeção que o mesmo atingiu) é ser arrogante. Ter esse adjetivo como marca é um fator negativo junto ao eleitorado que pesa negativamente e faz cair por terra às habilidades reconhecidas.

Humildade é uma das maiores qualidades deste meio. Não se faz necessário tentar incorporar um personagem, levar, por exemplo, ao “pé da letra” a referência fictícia da Casa Stark de Winterfell. A prepotência política quase sempre leva ao erro ou à derrocada. E não se trata de fazer ou não boa gestão. E sim o bom trato para com seus aliados.

Ainda dá tempo de rever posturas e narrativas.

Imagem: reprodução Internet. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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