TSE absolve Bolsonaro, mas manda recado sobre 2022

Como diz um ditado, o TSE deu uma “martelada no cravo e uma na ferradura” ao julgar ontem dois pedidos de cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão na eleição de 2018. Por unanimidade, os ministros da citada Corte, concluíram que não havia provas de que a campanha cometeu abuso de poder econômico no disparo de mensagens em massa nos aplicativos como Whatsapp.

Na prática sabe-se que sim, de fato, ocorreu financiamento para que cria-se uma indústria de propagação de mensagens falsas, todavia, não se consegue provar, ter provas materiais do ocorrido.

Ao mesmo tempo, deixaram claro essa distribuição maciça e a disseminação de notícias falsas serão tratadas como abuso já durante a campanha do ano que vem. Como disse o ministro Alexandre Moraes, que assume a presidência do TSE em fevereiro, a Justiça Eleitoral “não será pega de surpresa” em 2022 como “o Brasil foi pego de surpresa em 2018 por essas milícias digitais”, segundo matéria divulgada no Portal G1.

Para analistas, o grande desafio do TSE no ano que vem será provar o impacto eleitoral desses disparos em massa, embora todos concordem que o entendimento da Corte manifestado ontem é uma “virada jurídica” positiva para frear o avanço das mentiras e da manipulação por meios eletrônicos nas eleições, fortalecendo, portanto, o combate às fake news no próximo pleito.

Outro fato histórico ocorreu ontem, 28. O TSE cassou o mandato do deputado estadual paranaense Fernando Francischini (PSL) por disseminação de notícias falsas em 2018. Naquele ano citado parlamentar em uma live durante o primeiro turno, ele disse que as urnas eletrônicas estavam fraudadas para impedir a eleição do então candidato Jair Bolsonaro. Francischini entra para a história como o primeiro mandatário brasileiro cassado por mentir online, e seu caso deve servir como jurisprudência para a política de tolerância zero prometida pelo TSE para o ano que vem.

O que o TSE está mostrando claramente é que a “farra” promovida na eleição de 2018, em que as notícias falsas tomaram conta da pauta eleitoral, não ficará impune, e seus promotores serão responsabilizados criminalmente, como citou o ministro Alexandre de Moraes. Não se pode permitir que a propagação de falsas notícias que mancham reputações, destroem imagens sejam responsáveis por interferir no resultado de um processo eleitoral. Ainda bem que 2018 serviu de lição.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

Hamilton Mourão é o mais oposicionista no Senado Federal

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) é o mais oposicionista do Senado após dois anos de governo Lula (PT). O parlamentar, que é general da reserva

Helder Barbalho segue o rito de divulgação de seu secretariado, e confirma mais um nome

O governador eleito Helder Barbalho dando sequência ao formato que escolheu para divulgar os nomes que irão compor o seu secretariado, divulgou hoje (03) em

Eleições 2020: em Curionópolis, pesquisa eleitoral aponta ampla vantagem de Mariana Chamon

O Instituto Gauss foi a campo entre os dias 02 e 03 de outubro, entrevistando 205 pessoas no município de Curionópolis. A pesquisa quis saber

Instituto Viver e Igreja CIMADEPA realizam ação “Florescer Sustentável” com jovens da Cidade Jardim em Parauapebas

No dia 15 de agosto de 2024, o Instituto Socioambiental Viver, em parceria com a Igreja do Campo CIMADEPA – Ministério Madureira, realizou mais uma

Eleições 2024: Rafael Ribeiro junto e apoiadores levam multidão aos comícios

O sábado foi animado na campanha de Rafael Ribeiro (União Brasil) e Adriana Roza (PSDB). Após o dia inteiro de mobilização de rua, com bandeiraços

Governo envia à Alepa a LDO de 2022

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), enviou à Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) o