O Diário Oficial de ontem, 26, trouxe sem alarde publicações que reforçam a tese de que os acordos de campanha serviram para o primeiro ano da gestão do prefeito Aurélio Ramos. O citado mandatário agora começa a promover trocas de olho nas cadeiras do parlamento municipal, na eleição de 2028.
Foram 75 páginas recheadas de exonerações e nomeações. Todavia, alguns nomes (maioria candidatos que não foram eleitos) assumiram o comando de algumas secretarias. Como em política nada é à toa, sem sentido, tal movimento pode indicar que Ramos está promovendo alguns nomes que não conseguiram se eleger, mas que “marcharam” ao seu lado na última campanha, nomeando-os para cargos do primeiro escalão, dando aos mesmo grande visibilidade política.
Portanto, em Parauapebas, temos algo possivelmente inédito: vereadores não possuem secretarias, mas candidatos não eleitos estão à frente de pastas. Tal arranjo só mostra o quanto os parlamentares da base governista são tratados pelo mandatário, pior, como os mesmos se submetem a tal tratamento.
Com a ida de Anderson Moratório para a oposição, que agora soma cinco parlamentares, contudo, Ramos conta 12 vereadores que estiveram “do outro lado” na campanha, mas que aderiram ao novo governo. Porém, Aurélio quer agora forma uma base governista mais fiel, genuinamente sua. O projeto está em curso. As nomeações de ontem, 26, foram só o começo.
Os atuais vereadores da base que fiquem atentos, pois na lista futura dos candidatos da máquina, seus nomes podem não aparecer. Por falta de aviso não foi.
Imagem: reprodução



