PSB, Podemos, PSDB e Novo terão todas as cadeiras no Senado em disputa

A disputa por vagas ao Senado nas eleições deste ano será mais crítica para quatro siglas: PSB, Podemos, PSDB e Novo.

Os quatro partidos terão todas as vagas que possuem hoje em jogo. Juntas, as legendas somam 12 cadeiras, atualmente ocupadas por senadores que concluem seus mandatos neste ano. A situação é semelhante para o MDB e o PDT, que terão cada um apenas uma vaga mantida.

Isso ocorre porque a renovação no Senado neste ano será de dois terços, ou seja, 54 das 81 cadeiras. O mandato de senador é de oito anos e a cada quatro anos são eleitos um ou dois terços da composição da Casa, alternadamente.

No caso do MDB, por exemplo, a bancada tem atualmente dez vagas. Nove delas, entretanto, pertencem a senadores que completam o mandato neste ano. Eleito em 2022, apenas Renan Filho (MDB-AL), atual ministro dos Transportes, tem mandato previsto até 2030, mas está licenciado. A vaga atualmente é ocupada por Fernando Farias (MDB-AL).

Maior bancada partidária do Senado, o PL terá cerca de 47% das vagas que atualmente detém em disputa. Sete dos quinze senadores filiados à sigla terminam o mandato em 2026.

As eleições ao Senado tem mobilizado aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentam garantir maioria e aumentar pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). A Casa é visada porque cabe a ela a apreciação de indicações e a análise de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Com 14 senadores, a segunda maior bancada da Casa, o PSD, tem 78,6% dos integrantes com mandato encerrando neste ano. Partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT terá 66,7% — seis vagas — das atuais cadeiras com possibilidade de mudança. A base governista também mira maioria na Casa para sustentar um possível novo mandato de Lula.

Nem todos os atuais senadores petistas, no entanto, devem tentar reeleição. Quadro histórico da sigla e após três mandatos na Casa, o senador Paulo Paim (RS) anunciou que não será candidato e deve se aposentar. A quantidade de cadeiras em jogo de cada partido ainda pode sofrer ajustes com as eventuais trocas partidárias dos senadores. O levantamento da CNN Brasil considerou os senadores em exercício em 20 de janeiro.

A legislação eleitoral permite que deputados e senadores troquem de partido sem risco de perder o mandato. O período, que se inicia em abril e estende por 30 dias, ocorre seis meses antes das eleições. O prazo é conhecido como “janela partidária”.

Por Emilly Behnke e Mateus Salomão, da CNN Brasil

Imagem: reprodução 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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