Racha no PSD paraense

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Inegavelmente o Partido Social Democrático no Pará está divido. Em sua composição interna há dois caminhos a serem seguidos: um, com a maioria esmagadora de seus agentes políticos com mandato, declara apoio ao pré-candidato ao governo do Pará, Márcio Miranda (DEM). O outro, em menor número, afirmou que irá apoiar o pré-candidato do MDB ao governo do Pará, Helder Barbalho.

Essa foi a tônica do encontro de ontem, em Belém. O partido é dirigido no Pará por Helenilson Pontes, que já foi do grupo do governador Simão Jatene, e exerceu por quatro anos o cargo de vice-governador. Ele declara apoio aos Barbalho, sendo seguido pelo presidente municipal do PSD na capital e deputado federal, Eder Mauro.

Pontes e Mauro são dois exemplos de ressentimento político. O primeiro, foi vice-governador e acreditou na história contada por Jatene que poderia não disputar à reeleição e apoiá-lo para ser o novo governador. Percebendo que seria preterido por Jatene, lançou-se ao Senado, na esperança do apoio de Simão, o que não ocorreu. Jatene o encostou politicamente, fechou com outro vice e deu a Helenilson uma secretária como prêmio de consolação.

Eder Mauro, até 2016, esperou o atendimento de suas demandas por parte do governador. Tinha a certeza que “daria as cartas” na segurança pública, o que não ocorreu. Ambos, portanto, romperam relações políticas com Jatene, e naturalmente buscaram outra direção, o que os levou aos Barbalho.

Segundo informações que foram repassadas ao blog, Helenilson estaria apalavrado com o senador Jader, que teria lhe feito o convite de ser o seu primeiro suplente ao Senado, em troca do apoio a candidatura de seu filho ao governo.

O evento de ontem produziu uma carta aberta à direção nacional do partido, expressando a vontade da maioria de sair das amarras políticas determinadas pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Apontam o isolamento que os dois principais dirigentes estaduais se meteram e que provocou o racha partidário.

Parauapebas

O que foi definido em Belém não mudará os direcionamentos do PSD parauapebense. Os seus principais pré-candidatos ao parlamento estadual, Gesmar Costa e Valmir Mariano, estarão no palanque de Márcio Miranda, abraçados ao autofagismo que os espera, independente da decisão das executivas nacional e estadual.

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