RUPTURA I
Conforme adiantado por este veículo, a relação entre o prefeito Aurélio Ramos e o presidente da Câmara Municipal, Anderson Moratório, caminhava para o fim. A tão propagada parceria “Casca de Bala”, que deu o tom musical no último processo eleitoral virou passado. O anúncio de ruptura foi anunciada ontem, 22, depois que o citado parlamentar assumiu a presidência municipal do PRD, que antes estava sob comando do vice-prefeito Chico das Cortinas.
RUPTURA II
Até o momento, se sabe pouco, porém, a guerra de narrativas deverá continuar intensa nos próximos dias, com novos atores e versões. Fontes ligadas à coluna apontam que o mentor de todo esse processo, possivelmente, seria um deputado, que teria, talvez, interesse em gerar conflitos ao prefeito Aurélio Ramos. Sim ou não, o conflito está gerado. Depois de muitos anos, Parauapebas terá o chefe do Legislativo oposição ao chefe do Executivo. Será se iremos presenciar o que acontece em Marabá?
COOPTAÇÃO DE GRUPO
Após o rompimento, o Diário Oficial de ontem, 22, trouxe uma “enxurrada” de exonerações. Todas as indicações de Moratório foram desligados do governo Ramos. Entretanto, há conversas ordenadas pelo mandatário parauapebense para que essas pessoas voltem à gestão, porém fora do grupo do presidente da Casa de Leis. Caso isso seja verdade, Moratório poderá ficar apoio de sua base.
TESTE DE FOGO
Agora, na oposição, Anderson Moratório terá que mostrar que consegue sobreviver politicamente do outro lado. A pecha de “traidor” está posta e amplamente divulgada pelas frentes de comunicação que apoiam o governo Ramos. Qual antídoto está sendo preparado pela equipe do presidente? Outro ponto que chama a atenção é como será usada a cadeira de presidente nesse embate?
AUTOFAGISMO INSTITUCIONAL
Sem o apoio do presidente Anderson Moratório, não há dúvida que a “vida” do governo ficará mais difícil. Neste processo, a base governista terá mais trabalho e cobranças. O laissez faire (do francês, “deixar fazer” ou “deixar passar”) em relação aos projetos e pautas bombas, pelo visto, em 2026, deixará de existir, ou, ao menos, precisão ser mais negociadas. Que o diga o líder de governo que até então “navegava” em mar calmo. Tempestade à vista.
RECALCULANDO ROTA
Com a oposição fortalecida para o início do expediente legislativo, vereadores da base podem começar a recalcular o custo do apoio político ao governo. Todavia, tal atitude poderá ser avaliada como imoral e perigosa. Fica o aviso: quem muito quer, nada tem, ainda mais quando não tem envergadura moral.
DISPUTA ACIRRADA
Pelo visto, os que tem “faro” político, ou seja, experiência, sacaram que a disputa pelo parlamento estadual será muito concorrida. Por isso, alguns que estão na Alepa e outros sem mandato, resolveram concorrer à Câmara dos Deputados. É o caso de Ivanaldo Braz, que fechou um bom acordo político, que lhe garantirá estrutura e bons apoios.
FILIAÇÃO E ARTICULAÇÃO
O tabuleiro político-eleitoral de Parauapebas começou a ser definido em Belém, centro do poder político paraense. O deputado estadual Ivanaldo Braz jantou com o deputado federal Júnior Ferrari, presidente estadual do PSD, ficando, portanto, definido a ida do ex-vereador parauapebense ao citado partido, para concorrer ao parlamento federal. Braz recebeu convite para ingressar ao MDB, o que foi recusado, mesmo com a garantia de total controle do que sobrou da legenda na capital do minério.
VOLTOU ATRÁS
A política, realmente não é amadores, que o diga o ex-prefeito de Parauapebas, Darci Lermen. O “lourinho” havia desistido de manter apoio à pré-candidatura a deputado estadual do empresário Júnior do Macre, mas, pelo visto, para não ficar feio e cair em descrédulo, resolveu manter. Tanto que Lermen levou o seu escolhido ao Palácio do Governo, tentando empurra-lo “goela abaixo” do governador.
Imagem: fotomontagem



