#TBTdoBlog: Sérgio Balduino, um ponto fora da curva?

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Em sua primeira coluna sobre fatos passados de nossa politica, o Blog do Branco volta ao ano de 2017, período em que o então Darci Lermen retorna depois de quatro anos ao comando do Poder Executivo na capital do minério. Em um processo de conjunturas política-eleitoral, o empresário Sérgio Balduino, do PSB, tornou-se o vice-prefeito. Em março do citado ano, o Blog do Branco tratou do assunto, em um momento em que a atuação de Balduino chamava atenção pela sua independência, destoando dos vice-prefeitos anteriores. Mais à frente, o mesmo assumiria o comando do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep), uma poderosa autarquia na estrutura da Prefeitura de Parauapebas. Na última eleição municipal, em 2020, Balduino tentou se eleger vereador, mas não obteve êxito. Atualmente, o mesmo anda meio afastado da política local, ou ao menos não conseguiu ter o mesmo espaço de antes. Vamos ao artigo. 

O atual vice-prefeito de Parauapebas, o empresário Sérgio Balduino de Carvalho (PSB) parece – até o momento – destoar do que normalmente se acostumou acompanhar na relação de prefeitos eleitos e seus respectivos vices na política da “capital do minério”. Desde a emancipação política de Marabá, em 1988, quando Parauapebas tornou-se município, que a figura dos substitutos diretos dos eleitos não se destacam no cargo. Uns por incapacidade política e outros por conflitos com o mandatário municipal.

Em ordem cronológica, o primeiro vice-prefeito de Parauapebas foi Renato Araújo, no governo de Faisal Salmen (1988 -1992). Na gestão seguinte, Chico das Cortinas (1993 – 1996) tendo como vice uma mulher: Meire Vaz. Em 1997 foi eleita Bel Mesquita para o quadriênio 1997 – 2000, na companhia de Milton Martins como vice. Bel se reelegeu para mais um mandato, agora com a dobradinha feminina: Meire Vaz, que retornaria ao cargo de vice, agora em outra gestão.

O quinto vice-prefeito da recente história política de Parauapebas foi o Pastor Moisés, que venceu as eleições na chapa liderada pelo PT, na primeira passagem de Darci Lermen pelo paço municipal. Para a sua segunda gestão como prefeito, Lermen escolheu como vice Afonso Andrade. No último quadriênio na chapa vitoriosa do empresário Valmir Mariano estava Ângela Pereira, novamente outra mulher estaria em primeiro na linha sucessória do Executivo municipal.

Em todos os casos apresentados há algo em comum: o papel quase inerte ou nem isso dos vices prefeitos em Parauapebas. Quando não houveram rompimentos entre a chapa vencedora das eleições, ocorreu a o esquecimento, o marasmo e até o isolamento político do segundo mais importante agente político de um município.

Darci Lermen venceu a eleição tendo como vice, Sérgio Balduino (PSB). E diferente dos citados anteriormente, o atual vice-prefeito da “capital do minério” apresenta bastante desenvoltura e certa habilidade política. Desenvolve ações políticas de forma mais autônoma, não estando ligado exclusivamente ao prefeito. Mostra que pretende ser independente, buscar implementar a sua marca e quem sabe, voos mais altos na política em um futuro bem próximo. Não se pode desprezar a importância que o PSB teve no último processo eleitoral em Parauapebas. A referida legenda tem o segundo na sucessão municipal e a presidência do poder legislativo, exercida pelo vereador Elias da Construforte.

Desta forma, Balduino, vai se destacando e criando a própria musculatura política, destoando da esperada relação de subserviência entre prefeito e seu vice na “capital do minério”. Na órbita política não há garantias que as relações sejam duradouras. Depende muito do contexto e dos processos que foram construídos e os que ainda estarão por vir. Portanto, a então (pelo menos publicamente) ótima relação entre Darci Lermen e Sérgio Bauduino continua firme e forte”.

Imagem: Pebinha de Açucar. 

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