Brasília cada vez mais longe do Brasil

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Parece que os parlamentares que compõem o Congresso Nacional, composto por 513 deputados federais e 81 senadores, vivem em total desconexão com a realidade. Desconsideram, por exemplo, que o país vive uma grave pandemia, à beira de atingir 600 mil mortes por Covid-19, além de enfrentar graves crises social e econômica. Pois bem, ontem (15), a ampla maioria de deputados e senadores, votou pelo aumento no valor a ser repassado ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral, por conta da votação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), para 2022.

O PLN 3/2021, aprovado na última quinta-feira (15) pelo Congresso Nacional, criou uma fórmula para o cálculo do montante a ser repassado ao fundo, que vai passar de R$ 2 bilhões para R$ 5,3 bilhões. Mais do que dobrou o montante de recurso para financiar campanhas políticas no Brasil.

Orientaram “sim” à proposta: PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, DEM, Solidariedade, Pros, PSC, PTB e Cidadania. Ao “não” orientaram os seguintes partidos: PT, PSB, PDT, Podemos, PSOL, Novo, PV, Rede, e a liderança da Oposição. Na Câmara foram 278 votos favoráveis e 145 contrários. Já no Senado, o placar foi de 40 votos a favor e 33 votos contrários. O texto segue para sanção presidencial.

O fundo em questão foi criado em 2017, após a proibição de doações de empresas para campanhas políticas. Os recursos do fundo, do Tesouro Nacional, são repassados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que faz o repasse aos diretórios nacionais dos partidos políticos.

Veja como votaram os deputados federais que compõem a bancada paraense

Airton Faleiro (PT-PA) – NÃO

Beto Faro (PT-PA) – SEM VOTO

Cássio Andrade (PSB-PA) – NÃO

Celso Sabino (PSDB-PA) – SIM

Cristiano Vale (PL-PA) – SIM

Deleg. Éder Mauro (PSD-PA) – SEM VOTO

Eduardo Costa (PTB-PA) – SIM

Elcione Barbalho (MDB-PA) – SEM VOTO

Hélio Leite (DEM-PA) – SIM

Joaquim Passarinho (PSD-PA) – SIM

José Priante (MDB-PA) – SEM VOTO

Júnior Ferrari (PSD-PA) – NÃO

Nilson Pinto (PSDB-PA) – SEM VOTO

Olival Marques (DEM-PA) – SEM VOTO

Paulo Bengtson (PTB-PA) – SIM

Vavá Martins (Republicanos-PA) – SIM

Vivi Reis (PSOL-PA) – NÃO

Bancada paraense no Senado Federal

Jader Barbalho (MDB) – SEM VOTO

Paulo Rocha (PT) – NÃO

Zequinha Marinho (PSC) – SIM.

O Blog do Branco investigou a situação dos parlamentares que aparecem “Sem voto”. Neste caso, a ausência engloba diversas justificativas: licença-saúde, agenda fora de Brasília, viagens justificadas, etc.

A política brasileira é muito cara. O processo eleitoral gera grande custo ao país. Fazer ou ser político no Brasil virou negócio de grande rentabilidade. O mundo de Brasília cada vez mais longe do resto do Brasil.

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