Câmara Municipal de Parauapebas: mais uma sessão para esquecer

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Na sessão legislativa de hoje (22) nenhuma novidade. Os vereadores que estavam em plenário (sete parlamentares dos quinze) a ampla maioria atacou fortemente a gestão municipal. As exceções foram os edis Eusébio Rodrigues e Major da Mactra, que eximiram de se expor ou utilizar os cinco minutos que dispõem na tribuna.

Se reversaram nas críticas ao governo, os vereadores: Eliene Soares, Josineto Feitosa, Irmã Luzinete e Arenes. Os citados proferiram duras críticas à gestão municipal. Arenes apontou que diversas secretarias não têm nem café e energia elétrica. Segundo ele a situação é caótica e defendeu o afastamento do prefeito o quanto antes.

Eliene comparou as gestões passadas do prefeito eleito Darci Lermen com a atual. A referida parlamentar afirmou na tribuna que em oito anos de governo, Darci teve orçamento total de três bilhões de reais e ainda deixou em caixa para o atual prefeito algo em torno de 100 milhões, segundo a edil. Eliene afirmou que em quatro anos de gestão, Valmir obteve 4 bilhões de reais para investir no município e não o fez.

Em sua vez de falar, vereadora Irmã Luzinete afirmou na tribuna que no mês de outubro, entraram nos cofres da prefeitura 700 milhões de reais, ou seja, não teria razão para o caos que o município vive, sem recursos e com as contas atrasadas. 

O ex-presidente da Casa, que agora retornou ao Palácio Azul, Josineto Feitosa, foi o mais enfático. Além de atacar diretamente o prefeito Valmir, se voltou aos seus pares. Destilou duras críticas aos seus colegas de parlamento. Segundo ele, os vereadores da base governista são também responsáveis pelo que vem ocorrendo, pois, segundo ele, não fizeram o seu papel de fiscalizador. Pelo contrário, autorizaram diversos desmandos do Executivo municipal. O que é fato. Mas Josineto não tem moral alguma para falar de corrupção e desmandos administrativos. O referido responde por diversas acusações quando dirigiu o poder legislativo parauapebense.

Na sessão de hoje, como de praxe (exceto na semana passada com a audiência da LOA 2017), o encontro semanal entre os edis são mera formalidade. Requerimentos enviados ao Palácio do Morro dos Ventos (que nada irá fazer sem recursos) e discursos ao vento na tribuna. Hoje, se bateu o recorde de ausências. Oito vereadores não estavam presentes: Braz, João do Feijão, Devanir, Charles, Parceirinho, Miquinha, Bruno Soares (licença médica) e Fábio Sacramento ou o terceiro suplente, Raimundo Nonato, em um imbróglio jurídico ainda sem definição.  

Assim como no Executivo, no Legislativo, o ano de 2016 precisa acabar logo em Parauapebas. Pelo bem do município.

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